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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

AOS EDUCADORES: VALORIZAÇÃO= ORGANIZAÇÃO, UNIÇAO E AÇÃO

“O primeiro passo para conseguirmos o que queremos na vida é decidirmos o que queremos” (Ben Stein).
Amigos, o Filosofo chinês Lao-Tsé diz que “as palavras elegantes não são sinceras; as palavras sinceras não são elegantes”. Portanto, se minhas palavras, aqui, não são elegantes e não agradarem, peço minhas desculpas, mas, afirmo, são sinceras.

Com toda sinceridade reconheço que você, professor, não tem sido estimado como merece. Contudo sei que tem procurado, com muito esforço, enfrentar as dificuldades e a desvalorização por parte daqueles deveriam estimá-lo. Mas saiba, você tem a minha admiração e estima.

Companheiros, para estarmos conscientes e preparados para superar todas as fronteiras da DESVALORIZAÇÃO PROFISSIONAL E SOCIAL que enfrentamos, precisamos, antes de tudo, tomar algumas decisões e colocar em prática o conteúdo destes vocábulos: ORGANIZAÇÃO, UNIÃO e AÇAO, pelo contrario, afirmo que tudo não passará de sonhos impossíveis.

Na história da educação brasileira, podemos observar que os vocábulos supracitados nunca foram postos em prática, daí percebemos porque o educador tem sido apenas uma ESCADA menosprezada pelos seus próprios usuários.

Para a classe educadora chegar à valorização desejada, tem que tomar três decisões que para mim são muito importantes:

1 - Organização

“Os dias prósperos não vêm acaso; são granjeados, como as searas, com muita fadiga e com muitos intervalos de desalento” (Camilo C. Branco).

Você já parou para analisar que em pleno século XXI a classe dos educadores é a mais desorganizada e conseqüentemente a mais desvalorizada? De que forma nos organizaremos para que os profissionais responsáveis, dinâmicos, comprometidos com a educação sejam estimados e reconhecidos pela a importância de sua função na sociedade?

Acredito que o primeiro passo para um grupo conquistar espaço, é saber se organizar de forma inteligente, buscando a igualdade, o respeito, a solidariedade e o sucesso de todos. Benjamin Franklin, afirma “O teu êxito depende muitas vezes do êxito das pessoas que te rodeiam”. Por isso, desejo o seu sucesso.

Organização é fundamental e importante na vida profissional e não-profissional de todo indivíduo. As pessoas organizadas, geralmente, conseguem mais sucesso dentro e fora do trabalho. No caso da classe educadora não pode ser diferente. O que precisamos mesmo é nos organizarmos em todos os aspectos para podermos conquistar a valorização tão desejada, porém não buscada com diligência.

2 - União
“A união do rebanho obriga o leão a deitar-se com fome”.
(Provérbio africano)

A palavra “UNIÃO” dá a idéia de que todos de um mesmo grupo devem ter OS MESMOS OBJETIVOS. Etimologicamente significa junção, ligação e adesão, que é justamente o que a classe educadora precisa. Se todos aderirmos ao mesmo objetivo de conquistar o espaço que nos é de direito, sem dúvida lhes garanto que seremos donos desse espaço. Pois, como diz o ditado: “A união faz a força”.

Faço minhas as palavras de G.K.Chesterton, “Estamos todos num mesmo barco, em mar tempestuoso, e devemos uns aos outros uma terrível lealdade”, caso contrário, todos pereceremos, juntos, no nosso egoísmo.

3 - Ação

“A inércia dos injustiçados foi e continua sendo a maior força daqueles que subjugam” (Prof. Naldo Povoas).

A valorização dos profissionais da educação depende, antes de tudo, de uma postura do próprio educador, que é o VALORIZAR-SE, isto é, reconhecer os próprios méritos, dons ou qualidades. Não é próprio para um educador andar subjugado e sem poder expor suas idéias. Se isso acontece conosco, lamento, mas não somos os educadores que a sociedade precisa.

A valorização do professor só vai se concretizar a partir do momento em que ele for reconhecido pela sociedade como Educador. E a partir do momento em que ele usar da liberdade para aplaudir o certo e criticar o errado, honestamente, sem receio e sem se deixar ludibriar.

Lute em favor da valorização da sua categoria, tendo em mente a convicção plena de que ninguém pode chegar à meta se não chegarem todos.
Mas, devemos tomar cuidado para que a busca de Valorização não se resuma à simples remuneração salarial, mas que possamos conquistar algo a mais, no campo profissional, político e social.

Selma Garrido Pimenta (2005, p. 165), em seu livro Formação de Professores: saberes da docência e identidade do professor, afirma que “Uma identidade profissional se constrói, a partir da significação social da profissão. (...) Constrói-se também pelo significado que cada professor, como ator e autor, confere à atividade docente no seu cotidiano, com base em seus valores, seu modo de situar-se no mundo, sua história de vida, suas representações, seus saberes, suas angustias e seus anseios”... Portanto, convidamos você para uma reflexão sobre os temas aqui abordados.

MEDITE E ACREDITE:

Há circunstâncias na vida em que a dignidade humana pode exigir grandes sacrifícios, isto é, heroísmo. Ninguém tem autoridade moral para exigir de outro um comportamento heróico. Cada um de nós tem essa obrigação, não porque outros lho peçam ou censurem se o não fizer, mas porque as próprias coisas lho pedem; pede-o sobretudo a dignidade humana” (Juan Luis Lorda).

O homem sem INICIATIVA, que tudo espera do acaso, é como o mendigo que vive de esmolas. A mais bela CORAGEM é a confiança que devemos ter na capacidade de nosso esforço. O que sobe por favores deixa sempre rastro de humilhação. O caminho está aberto a todos e se uns vencem e alcançam o que desejam não é porque sejam predestinados, senão porque forçaram os OBSTÁCULOS com arrojo e TENACIDADE. Não há arrimo mais firme do que a VONTADE. O que se fia em si mesmo é como o que viaja com roteiro e provido de farnel e não perde tempo em informar-se do caminho nem em buscar estalagem para comer. Só há uma sina a que o homem não pode fugir – é o trabalho, ponte lançada sobre o abismo da miséria, no fundo do qual gemem todas as dores, rugem todos os vícios e escabujam em lama todas as vergonhas. É um passo estreito, por vezes oscilante, mas quem se atira por ele com firmeza de ânimo e olhar alevantado atravessa-o, alcançando, no outro lado, a fortuna. Quem desanima ou se deixa vencer pelo terror fica na pobreza ou rola do alto e, uma vez caído, só com redobrado esforço conseguirá voltar acima, ferindo-se nas arestas dos alcantis, e às vezes trazendo manchas de lama, que é o fundo do precipício” ( texto de Coelho Neto)
Prof. Naldo

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